MODEL Escola Técnica do Rio de Janeiro | Disciplina: Educação Física Prof.: Bruna Machado, Michel Ouvidio, Rogério e Bruno Carvalho MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO 1ª SÉRIE – 1º SEMESTRE |
Benefícios da Prática de Atividades Lúdicas
Atividade Lúdica
Atividade lúdica é todo e qualquer movimento que tem como objetivo produzir prazer quando de sua execução, ou seja, divertir o praticante. A atividade lúdica também é conhecida como brincadeira.
Sumariamente teríamos as seguintes características sobre elas: - são brinquedos ou brincadeiras menos consistentes e mais livres de regras ou normas; - são atividades que não visam a competição como objetivo principal, e sim a realização de uma tarefa de forma prazerosa; - existe sempre a presença de motivação para atingir os objetivos...
No contexto da Educação Física, as atividades lúdicas consistem em (exercícios) físicos sadios e intensos. Os professores consideram que tais atividades propiciam desafogo de dificuldades emocionais e sentimentos agressivos, fortalecendo entre outras coisas a auto-estima e a segurança.
Benefícios
O jogo é uma forma de conhecimento produzido pelos homens desde os primórdios da humanidade, no qual o prazer (o lúdico) e o desafio estão presentes nessa prática social, em suas diferentes formas (jogos individuais, jogos coletivos, jogos com regras simples, jogos com regras mais complexas). O jogo é uma prática originalmente, comum a crianças e adultos, indistintamente, possibilitando a relação do indivíduo com o coletivo, com a comunidade a que pertence. É um fenômeno social, ou seja, é resultado de uma cultura, com seus costumes e tradições, por isso há diferenças na forma de jogar e o desconhecimento de determinados jogos por alguns grupos sociais.
Os jogos, as brincadeiras, devem sempre dar condições para que todos os que pratiquem sintam prazer em estar fazendo uma atividade que lhes tragam o autodesenvolvimento e não uma oportunidade de destruir os outros, preponderantemente, estas atividades lúdicas favorecem a socialização, contribuindo ativamente à não violência e indisciplina, pois a participação em jogos contribui para a formação de atitudes sociais: respeito mútuo, solidariedade, cooperação, obediência às regras, senso de responsabilidades, disciplina, iniciativa pessoal e coletiva. É jogando que se aprende o valor do grupo como força integradora pelo sentido da competição salutar e da colaboração consciente e espontânea, contribuindo assim na formação de um cidadão crítico e transformador do ambiente (sociedade) em que vive.
Através do ato de brincar a criança pode satisfazer seus desejos, sejam de ordem afetiva, relacionada à estima ou a realização de objetivos e finalidades. Durante a prática lúdica, a criança exercita suas capacidades de relacionamento, aprende a ganhar, a perder, opor-se, expressar suas vontades e desejos, negociar, pedir, recusar, compreende que não é um ser único e que precisa viver em grupo respeitando regras e opiniões contrárias; enfim, adquire afeição. Brincando educa sua sensibilidade para apreciar seus esforços e tentativas, o prazer que atinge quando consegue finalizar uma tarefa (montar um quebra-cabeça ou pegar o colega) faz com que se sinta realizada por atingir uma meta, levando-a a auto-estima. A brincadeira desafia a criança e a leva a tingir níveis de realização acima daquilo que ela pode conseguir normalmente.
Em qualquer época da vida de crianças e adolescentes e porque não de adultos, as brincadeiras devem estar presentes. Brincar não é coisa apenas de crianças pequenas, erra a escola ao fragmentar sua ação, dividindo o mundo em lados opostos: de um lado o jogo da brincadeira, do sonho, da fantasia e do outro, o mundo sério do trabalho e do estudo. Independente do tipo de vida que se leve, todos adultos, jovens e crianças precisam da brincadeira e de alguma forma de jogo, sonho e fantasia para viver. As escolas precisam reconhecer lúdico, a sua importância enquanto fator de desenvolvimento da criança. Entre alguns desses fatores destaca-se:
*Facilita a aprendizagem;
*Colabora para uma boa saúde mental;
*Desenvolve processos sociais de comunicação de expressão e construção do conhecimento;
*Explora a criatividade
*Melhora a conduta e a auto-estima;
*Permite extravasar angustias e paixões, alegrias e tristezas, agressividade e passividade.
Considerações Finais
Observa-se que o ser humano quando brinca dispõe de uma experiência vasta, podendo ir onde quiser através de sua imaginação. Esta amplia seu lado cognitivo não só de conhecimento, mais em nível de aprendizagem também. A ludicidade é universal e todos podem usufruir deste meio, pois não precisa ter bens, nem facilidades, é algo que pode ser feito por qualquer individuo e em qualquer lugar.
Podemos observar que o ser humano tem necessidade de se movimentar e isto começa desde o seu nascer e se estende até a fase adulta. Hoje, a maioria das crianças não tem tempo para brincar, já que estão imersas em cursos e deveres impostos pelos pais, além de poucos espaços para a prática da atividade física, e é na escola e nas aulas de Educação Física que a criança tem a oportunidade de desenvolver seu lado lúdico, expressando-se de forma livre e sem cobrança levando-as sempre ao mesmo fim que é o prazer.
Com o surgimento das novas tecnologias este passou a esquecer-se da sua cultura de ludicidade passando a ser um indivíduo sedentário e ou com pouco movimento. Desta forma, seu desenvolvimento e potencialidades se tornaram cada vez mais escassas durante sua vida.
O educador deve sempre pensar em seu aluno bem como de onde ele vem e qual a sua realidade para que, ao planejar suas aulas, não o afaste seu aluno e sim o traga cada vez mais para sua proposta. Neste sentido, os jogos e brincadeiras são importantes ferramentas de socialização e bem estar.
Deste modo, fica claro que cada vez mais crianças apresentam atrasos motores quando entram na escola, pois não vivenciam estas atividades motoras na prática. O qual terá grande impacto quando estes chegarem á fase adulta.
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